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Quando você vai para um lugar isolado e sem recursos e você fica sabendo que eles criam gado, de alguma maneira você pensa que pelo menos carne você vai comer. Amarga ilusão!

Para muitos povos a vaca é um animal sagrado. Seja um Masai, que pensa que todos as vacas do mundo pertencem a eles ou seja um Lopit que pensa que a vaca veio do céu. Tudo acaba girando em torno da vaca. Ela é um bem precioso, tem suas funções nos principais rituais e não deve simplesmente ser “consumida”.

Geralmente elas são sacrificadas em funerais e casamentos e estas tornam-se as principais ocasiões para o consumo de carne.

Também é a moeda do povo. É um bem, algo precioso. Assim certas punições são aplicadas com o pagamento de vacas. O adultério para um Lopit, por exemplo, pode custar ao infrator quatro vacas.

As vacas também são importantes com relação ao dote (quanto se ‘paga’ para casar) e o casamento é um fator econômico bastante relevante. Uma esposa em Lopit custa 18 vacas e 40 cabras. Embora ter um filho homem seja o mais 'desejável' para dar sequência a linhagem, ter filhas mulheres torna-se lucrativo.

Aqui, um registro de um dos raros dias de venda de carne em Ohilang. Motivo: muitas vacas adoecem com o começo das chuvas, após uma longa estação de seca. Quando morrem, são consumidas.