Guilherme Stutz

 

Das minhas primeiras memórias estão as famosas revistas de lombada amarela. Não sei o quanto disto ficou dentro de mim, mas meu coração ainda para quando, hoje, mensalmente folheio seguidas edições. Um mundo inteiro ainda para descobrir em sua infinidade de histórias e culturas.

A paixão pela foto, que ficou calada por anos, ressurgiu quando no meio do caos, precisei encontrar graça e beleza. Agora vivendo nas páginas da revista que tanto apreciei, foi a fotografia que me salvou.

No site dedico a primeira página a este povo que amei e com quem vivi por dois anos. Fui querendo dar voz a este povo desconhecido para a maioria de nós. Pequeno demais para a missão imposta a mim mesmo, voltei querendo, ao menos, dar-lhes rosto. Ao navegar pelo site, já não o serão desconhecidos para você.

No blog e outras galerias, apenas fluo tentando captar a vida que acontece em frente aos nossos olhos, ainda que invisíveis a maioria de nós. Tento buscar uma estética ‘despreocupada’. E faço isso intencionalmente.

Quero que passeie pela vida, por aqui. E que perceba a minha sede de vivê-la, profundamente convencido de que seria impossível sem uma aproximação humilde na direção do ‘outro’.